Ohana
Ontem chegamos mais uma vez ao hospital, o dia estava lindo, eu tinha dormido bem, estamos a espera da nossa vez na recepção. Meu celular toca. Aí eu já sabia que era o fim dessa jornada.
Mesmo assim nos fizeram esperar mais 30 minutos de bixiga cheia para informar que a implatanção não ia ser possível porque o embrião não se desenvolveu. Pediram mais 24 horas para avaliar se valia a pena congelar e implantar em um próximo ciclo.
Passaram 24 horas, e não valia a pena.
"Estava tudo certo, tudo bem, foi mesmo uma questão de sorte."
À tarde a gente foi dar uma volta ao Braga Parque, na fnac tinha um merchandising do Stich com a definição de Ohana, e por algum motivo essa palavra veio muito na minha mente durante esse processo.
Quando eu penso em desistir, em não passar por essa montanha russa emocional outra vez, ao mesmo tempo eu sinto que estou abandonando a minha família.
Nesse momento o GPS está recalculando a rota, quando ele recentralizar eu começo a pensar nos próximos passos. Por enquanto, existir já basta.

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