Injeções

 Chegou a hora delas, as injeções de hormônio. Não exatamente hoje, acabei de levar a terceira.


Esse processo me trouxe uma lembrança curiosa. Eu criança ali na fase dos 6 a 8 anos, gostava de brincar com agulhas (estranho ou normal?). Ficava espetando agulhas nas peles mortas dos dedos.

Era uma época com bem menos entretenimento que hoje, ou seja, muito mais tempo de ócio. Meu irmão estudava à tarde e eu de manhã, então eu passava muito tempo sozinha no meu quarto.

Lembro de ter uma mania/fissura recorrente naquela época enquanto brincava com as perfurações de dedo, de que legal mesmo seria poder espetar a minha barriga, enfiar e tirar a agulha sem dor nenhuma. Claro que nunca cheguei nem perto de tentar, mas ficava viajando nessa ideia. (aqui eu não tenho dúvida, é só estranho mesmo).



Corta para 2024, minha barriga toda espetada, e essa lembrança me faz aderir muito mais à hipótese de que o tempo não é linear. De alguma forma a Luana de 33 e a de 7 são a mesma. Em algum nível de programação do meu ser, da minha vida, essa experiência estava prevista.

Essa ideia me dá uma confiança de que o caminho sempre foi esse.

Sigamos.

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